domingo, 15 de agosto de 2021

Estradas imperdíveis de São Paulo a Santa Catarina

Serra do Rola Moça - MG

Todo motociclista tem que fazer um dia: 

Descer a Serra de Ubatuba: liga Taubaté a Ubatuba. 97km. Alto grau de dificuldade. 


Serra da Graciosa: descer e subir, do Portal até Morretes. 66km ida e volta. Nem precisa chegar até Morretes. Estrada por dentro da Mata Atlântica. Grau de dificuldade: fácil. Se estiver chovendo, médio. 


Descida da BR-101, de Curitiba à Joinville. Grau de dificuldade: fácil, mas tem muitas curvas, o que a torna muito interessante. 


Trecho de Palhoça a Uubici, pela BR-282 e SC-110 (esta é de tirar o fôlego de tantas curvas). Grau de dificuldade, médio, no trecho chegando em Urubici. Curvas deliciosas. 


Descer e subir 1,5km (pelo menos) da Serra do Corvo Branco. Antes de chegar na Serra tem 6km de terra, mas é tranquilo para qq moto. Grau de dificuldade: tenso… mas é curtinha e não oferece perigo. Só descer devagar. 


Subir e descer a serra que leva ao Morro da Igreja em Urubici. Grau de dificuldade: fácil. Muitas curvas que demandam atenção. 


Descer e subir o trecho da Serra do Rio do Rastro, do Mirante até a Loja de Siuvenirs (uns 7km). Só esse trecho vale a pena. Fazer isto quantas vezes puder. Neste trecho estão as 13 curvas interessantes da Serra. Grau de dificuldade: fácil. É a estrada que mais se assemelha às subidas (ou descidas) da cordilheira dos Andes. 


Estrada Rastro da Serpente, de Curitiba a Capão Bonito. Muitas curvas. Algumas demandam muita atenção. Fácil. 


Serra da Rocinha. Para quem não curte off road: subir e descer, saindo de Timbé do Sul até o Mirante. apenas uns 200m, no total, sem pavimentação. Se curte off, mais 13km até São José dos Ausentes. 


Complete a lista nos comentários. 


No meu canal do YouTube tem vídeos de todas estas serras: https://youtube.com/channel/UCivJHmUD92jcH2Hxade9aoQ


PS: em minha opinião, sem bairrismos, a melhor é a Serra do Rola Moça, pertinho de Belo Horizonte: https://youtu.be/kCxQyx4UBk8


terça-feira, 15 de junho de 2021

Os Melhores Caminhos


O GPS não conhece os melhores caminhos. Já disse isto para meu amigo Túlio. 

Nem mesmo os amigos os conhecem, pois o que é melhor para eles pode não ser melhor pra mim. 

Eu, por exemplo, gosto de pontes, de montanhas, de curvas, de estradas vicinais (sem areia), de atrativos pitorescos, etc. 

Não gosto de cidades médias e grandes nem muito menos de rodovias tradicionais. Estas são evitadas sempre que possível. 

Assim, para definir meu roteiro até o destino do dia (sim, faço isso diariamente), me valho do Street View do Google Maps. Faço uma minuciosa busca nos possíveis trajetos, pego algumas coordenadas, e as insiro no GPS, na sequência correta. No final, insiro o endereço de onde vou pernoitar (ou coordenadas). Não tem erro.

Por exemplo: (-29.1834707, -50.0067153)

Um trecho não pavimentado - eu gosto


sexta-feira, 28 de maio de 2021

Cachorro x Motociclista

Um cachorro persegue um motociclista. Em princípio, sua intenção não é morder, até porque não tem como ele distinguir o que é parte da moto ou perna do motociclista, desde que este mantenha a perna imóvel. Se o motociclista tentar chutá-lo, ele identificará o que é perna... aí... é bom que tenha uma boa 🥾. 

Portanto, ignore-o e siga seu caminho, acelerando, se possível. Ele cansará! Só tenha cuidado para ele não atravessar na frente da moto, o que poderá fazer somente se sua velocidade for menor que a dele. ✌🏽

Foto da internet


sábado, 17 de abril de 2021

Primeiro Valente Fazedor de Chuva de Minas Gerais

Sem qualquer sombra de dúvida, os desafios dos Fazedores de Chuva incentivam qualquer motociclista a fazê-los. Embora pouquíssimos o fazem...

Entre eles, destaco:


O motociclista pode percorrer algumas rodovias, de ponta a ponta, se tornando um Rodoviário Fazedor de Chuva (RFC). Desafio com dificuldade quase igual para quase todos. 


Pode visitar todas as capitais do Brasil, o que lhe garante o título de Bandeirante Fazedor de Chuva (BFC). Dificuldade praticamente igual para todos


Ir do fim do mundo (Ushuaia, na Argentina) até o topo do mundo (Prudhoe Bay, no Alaska). Se torna um Grande Cacique Fazedor de Chuva (GCFC). Mesmíssima dificuldade para todos. Com muitas variações apenas no roteiro, tornando-o mais difícil ou não. 


Mas tem um desafio que as dificuldades são díspares: o de visitar todos municípios de um estado da federação, fazendo jus ao “título” de Valente Fazedor de Chuva (VFC). Independente de qual seja o estado. 


Visitar todos municípios de Sergipe (75), ou do Espírito Santo (78) não chega nem perto da dificuldade de visitar todos municípios de Minas Gerais (853) ou de São Paulo (645), por exemplo. 


Sem mencionar Roraima, que tem só 15 municípios. 


Estes estados com menos de 100 municípios (são 9) é possível visitar todos em apenas uma viagem, de uns oito dias. Se ampliarmos para 200 municípios, são 16 estados. Numa viagem de 20 dias se visita todos, com relativa tranquilidade. E quase nem precisa de planejamento. Começa no norte e vai descendo para o sul... ou o contrário, ziguezagueando entre os municípios, lateralmente... ou começa no leste e vai ziguezagueando para o oeste...


Mas, Minas Gerais não. São necessárias várias viagens e um mínimo de planejamento para não ficar nenhum para trás... 


Alguns dirão: Mas... cada estado tem suas dificuldades. É verdade. Dificuldades no que diz respeito às condições das estradas, principalmente.


Mas só Minas Gerais tem 845 municípios. Exatamente 208 a mais que São Paulo, que tem 645 e 356 a mais que o Rio Grande do Sul, segundos e terceiros colocados, em número de municípios, respectivamente.  Apenas nove estados tem mais municípios que 208 e 4 tem mais que 356.


Até agora só dois conseguiram visitar todos os municípios de Minas Gerais. Eu, de Patos de Minas e o Alisson Campos, de Patrocínio. Curiosamente, duas cidades da Região do Alto Paranaíba e distantes apenas 75km uma da outra. Região de povo Valente...


Salvo engano, mais oito estão visitando MG e só 5 Fazedores de Chuva concluíram São Paulo e 6, o Rio Grande do Sul.


Eu fui devagar. O Alisson, o 2° a concluir MG, voou. Começou em 27/06/20 e terminou em 4 meses e 28 dias (veja o registro aqui). Foi rápido. Eu comecei exatos cinco anos antes deste post, em 17/04/2016 e terminei em 27 de setembro de 2020. Ou seja, 4 anos, 5 meses e 10 dias (veja aqui). Mais de dez vezes o tempo que ele. Caboclo rápido esse Alisson...


Mas, eu, com toda essa minha vagareza, fui o primeiro... o primeiro a visitar todos municípios de Minas Gerais. Sequer imaginava ou pensava nisto quando estava fazendo o desafio. 


Sabe o que isto significa? NADA além de um registro para ficar na história.


Vejo uma grande “injustiça” nesse desafio, o que não ocorre nos outros. 


Todos que visitam os municípios de um estado são denominados, igualmente, de “Valente Fazedor de Chuva”. Seja aquele (ou aquela) que visitou os municípios de Roraima, do Espírito Santo (o queridinho da maioria) ou aquele que visitou os de Minas Gerais, cuja quantidade de municípios equivale a mais de 56 Roraimas. 


Para efeito de comparação, as regiões Centro-Oeste e Nordeste, juntas, possuem 916 municípios (63 a mais que MG). Minas Gerais tem mais municípios que a soma dos municípios de Roraima, Amapá, Acre, Rondônia, Amazonas, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Alagoas e Tocantins. 


Sacaram a “injustiça” de igualar quem visita todos municípios de Minas Gerais com quem visita os de Sergipe? Ou de Santa Catarina?


A Certificaçāo deveria ter, pelo menos, a sigla do estado na frente e numeração correspondente a ordem de conclusão. Tipo: “Valente Fazedor de Chuva ES-35º”, “Valente SP-8º”, Valente MG-1º”, etc. Fica a dica. Mas não tem. Só diz que eu sou o 164º VFC. 


Mas vale registrar que, no site dos Fazedores de Chuva, a lista dos viajantes está separada por estado (aqui). 


Embora não signifique nada, fiz questão de colocar, no certificado, que fui o primeiro a concluir o desafio de visitar todos municípios de Minas Gerais. Só para provocar quem queira ser provocado e para ficar registrado para sempre, pelo menos para meus netos. ;)


Qualquer um pode fazê-lo, mas eu fui o primeiro. haha



Ao concluir o desafio, além do certificado, o motociclista recebe uma belíssima camiseta e os escudos, ao custo simbólico de R$ 200,00 (duzentos reais):




quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Off Road, de moto, com destino a Pirenópolis

Como é sabido, tenho a alma inquieta. Sou um motociclista de viagem. Me incomoda muito ficar sem 'pegar' uma estrada. Ou, no mínimo, fazer um passeio um pouco mais longe do que ao Rota 60, Jerivá, Cristalina, Ficus, Formosa, Rota do Algodão, etc.

O ano de 2020 foi terrível, por conta da Covid-19, mas consegui fazer três viagens para Minas Gerais, concluindo a visita aos 853 municípios (veja aqui e o vídeo, aqui). No final de julho, final de agosto e final de setembro, entrando no início dos meses seguintes. E mais uns três passeios com amigos. E foi só!

Desde 2013, apenas em 2016 não viajei, de moto, para fora do país. 2013, Ushuaia. 2014, Alaska. 2015, Bolívia. 2017, Peru. 2018, noroeste da Argentina. 2019, Bolívia novamente. Assim, 2020 foi deprimente. Creio que somente no 2º semestre de 2021 as fronteiras estarão abertas.

Queria viajar no final do ano para o nordeste, mas não foi possível. Prometi para mim mesmo que 2021 seria diferente. Se não viajasse, faria pelo menos 2 passeios por mês, aqui por perto de Brasília mesmo, nem que fosse para os lugares preferidos pelos motociclistas de Brasília (afff). Mas é melhor que nada!

No primeiro sábado do mês (dia 2), logo após o café, um dia de sol muito lindo, peguei a moto e saí de casa. Mas para onde? Na primeira esquina decidi ir em direção a Padre Bernardo, pela BR-070. No caminho decidiria o destino. Fui quase próximo a Mimoso, saí da rodovia (BR-080) e entrei numa estrada de terra, que não sabia onde ia parar, mas imaginava que seria possível chegar em Cocalzinho. Pilotei por uns 20km e descobri que não chegava em nenhum lugar. Voltei para casa, passando por Águas Lindas (veja o #relive aqui).

No domingo (dia 3), a mesma coisa. Após o café, saímos, eu e minha esposa, para conhecer o LagoaTur, um clube recreativo na zona rural de Planaltina, Goiás (recomendo). De lá, segui para o Restaurante Dom Fernando por uma estrada que não conhecia: GO-430, asfaltada. E voltei pela BR-020, DF-345, DF-130 e BR-479, ou seja, por um caminho totalmente diferente. (veja o #relive aqui).

Na semana seguinte a estes dois passeios, me senti outra pessoa. Estava ficando deprimido. Como gostei muito daquele trecho sem asfalto lá perto de Mimoso, decidi que meus passeios seriam, predominantemente, por estradas não pavimentadas.

Acreditando que muitos motociclistas estejam na mesma situação, fiz um convite no grupo que administro no Facebook, para um passeio até Pirenópolis, por estradas de terra (off road). Dois, que não sabia quem eram, toparam. Rodrigo e Luís Guilherme. Quando nos encontramos no local de partida, foi uma grata surpresa descobrir que já conhecia o Rodrigo, filho do Wander Toledo, um amigo meu da época da adolescência.

Eu sabia o destino, mas não o caminho... até alertei aos interessados quanto a isto! Poderíamos nos perder. Alguns integrantes do grupo deram algumas dicas, o que me forçou a pesquisar o provável caminho.

Não achei quase nada. Só uma rota de um grupo de ciclistas, mas sem muitos detalhes. Para saber por onde passar tinha que adquirir um aplicativo. Fala sério... Daí, fui olhando no Google Maps, o provável caminho. Fiz umas marcações, com destaque para os entroncamentos e anotei as coordenadas (fácil fazer isto no Google Maps!). Depois, com estas marcações, tracei a rota no GM. Isto foi fácil.

Mas queria colocar a rota no GPS. E como fazer isto? Nunca tinha feito. Mas, se digo que farei uma coisa, não sossego enquanto não consigo! Assisti alguns vídeos, mas não dava certo. Li vários tutoriais, mas também não dava certo. Aí lembrei-me que o GPS Garmin tem um aplicativo (BaseCamp) que serve exatamente para isto. Nunca tinha usado.

Depois de várias tentativas, e umas 5h após, consegui colocar o mapa no GPS!

Na hora e dia combinados (8h10 de 9 de janeiro de 2021), saímos do Posto Playtime, em Taguatinga Sul. Seguimos em direção a Santo Antônio do Descoberto, pela BR-060. O início da estrada não pavimentada fica a 8,5km da cidade. 

A estrada, apesar de não ser pavimentada, é muito boa. Nem precisava eu ter marcado os pontos no Google Maps. As bifurcações eram entradas para fazendas. Com exceção de uma, à esquerda, a 12km, alguns metros antes do Rio Areias. Até pensei que tinha errado o caminho. O resto do trecho é só seguir pela via principal.

Num determinado trecho tinha umas poças de água. Numa delas, o Rodrigo deixou a moto tombar, o que fez com que levássemos algum tempo para resolver, porque a moto caiu atravessada e a poça estava muito escorregadia, o que dificultou muito. Mas tiramos a moto e prosseguimos.



Chegamos, após 26km após o asfalto, no Bar Zé da Ana, onde tem uma placa indicando duas direções. Uma para a cidade eclética e outra para Aparecida de Loyola, para onde íamos. O Bar funciona, mas só através da janela. Trafegamos por uns kms pela GO-225. Depois prosseguimos pelas estradas de acesso às fazendas.

31km após o asfalto (lá em S. A. do Descoberto) tinha a entrada para a Nex no Extinction, uma fazenda onde funciona uma ONG que cuida de onças feridas. Fomos até lá, mas estava fechado. É necessário agendamento.

1km após a entrada para a NEX, chegamos em Aparecida de Loiola. Ao sair, o GPS (previamente programado), me enganou. Erramos o caminho por nada mais nada menos que uns 10km. Naquele sentido iríamos em direção a Olhos D'água. Não era nosso desejo. Voltamos!

Mais uns 15km chegamos num povoado, que não sei o nome. Os moradores disseram ser Morrinho, mas no Google Maps indica sr Mamoneira. Até este ponto, 47km desde o asfalto.

Saindo deste povoado, uns 4km, à esquerda, o Google Maps não mostrava a rota. Mas era possível ver um caminho indo por lá (seria um atalho?). Fomos lá ver porque o aplicativo não mostrava a rota. E descobrimos...

Neste pequeno trecho tivemos alguns percalços. Uma poça de água com muita lama e um cheiro de cocô de vaca. O Luís, que estava com muito calor, resolveu dar um mergulho...

Mais a frente, uma subida numa pedreira (literalmente), com alguns degraus, impossibilitava a passagem das motos, principalmente a do Rodrigo, uma DragStar. De bike acredito ser possível, mas apenas carregando a bicicleta. Veículos 4x4 passam, mas creio que com dificuldade. Até a cavalo, disseram os moradores do povoado, é difícil. Vídeo aqui  

Lá em cima é o problema...

Decidimos voltar, pois sabia que, uns 5km após Mamoneira, sentido Edilândia, havia um caminho que o GM mostrava a rota. Mas não conseguimos chegar em Pirenópolis. Com as várias paradas para papear, tirar fotos, visitar a NEX, resolver os perrengues e o tempo analisando a possibilidade de passar pela pedreira, o tempo voou. Já era 14h e faltavam uns 45km até Pirenópolis (estrada de terra). Chegar em Pirenópolis por volta das 17h não fazia sentido. Além disso, ameaçava uma chuva, reforçando a ideia de encerrar o passeio por ali mesmo. Chamei de 1ª ETAPA. Veja o vídeo aqui.

Vem chuva...

Faremos a 2ª ETAPA (de Edilândia a Pirenópolis), no dia 24 de janeiro (se não chover...).

Se alguém se interessar, as coordenadas principais do trecho são estas, na sequência: 

1ª ETAPA, de Santo Antônio do Descoberto até 5km após Morrinho (ou Mamoneira), onde encerramos o passeio, e a 9km de Edilândia:

Início: -15.922751,-48.330181

Virar à direita: -15.941010,-48.370341

Virar à direita: -15.964051,-48.411985 (Ponte sobre o Rio Areias)

Virar à direita: -15.946501,-48.459893

Virar à esquerda (Boteco Zé da Ana): -15.912548,-48.439436

À direita, entrada para Nex on Protection: -15.883391,-48.493247

Virar à direita, logo após Aparecida de Loiola (aqui eu errei!, segui direto): -15.880399,-48.503562

Virar à esquerda: -15.849344,-48.567683

À esquerda, pedreira (não conseguimos passar). À direita, entrada para caminho correto: -15.826747,-48.594887

Final da 1ª ETAPA: -15.799363,-48.565773 (de quem vem de Edilândia, virar à direita. Quem vem de Morrinho, virar à esquerda). Veja o roteiro total:


Obs.: Em algumas bifurcações, há uma placa afixada em uma árvore ou mourão, com uma seta vermelha indicando o caminho. Com exceção da bifurcação antes do Rio Areias e após Aparecida de Loiola, não há como errar.

Veja a placa, no mourão

Mais fotos abaixo. Aguardem detalhes da 2ª ETAPA!

Entrada do Off Road

À esquerda, Alexânia

Parada para contemplação

NEX on Protection

Cabra corajoso!!

Poças nojentas


Passagem impossível... (??)

Vistas lindas

Analisando a pedreira

Problema de perna curta...

Vistas lindas

Trecho muito complicado. Voltamos

Problema de perna curta...

Eca... bosta de vaca (fortuna???)

Sujou legal

Vem chuva (olha a placa na árvore)

Moto valente essa Drag Star

Banho no final (tirando a bosta kkk)



domingo, 8 de novembro de 2020

Visita ao último município de Minas Gerais

Finalmente (ufa!), terminei a visita aos 853 municípios de Minas Gerais. Me tornei um Valente Fazedor de Chuva (veja o que é, no final deste post).

 

Entrada da cidade - 27/9/20

Foi a melhor e maior viagem que já fiz, tanto em quilômetros quanto em tempo de duração. Percorri 55.526km, sem contar os deslocamentos desde e para Brasília, em 158 dias distribuídos em 20 viagens (etapas). Média de 5,4 municípios por dia e 7,9 dia por etapa.

34.849km na primeira Super Guerreira (12 etapas - 581 municípios), 5.782km na Guerreira (2 etapas - 69 municípios) e 14.895km na nova Super Guerreira (6 etapas - 203 municípios).


Visitei 457 municípios em 2016, em 9 etapas e 77 dias; 108 em 2017, em 3 etapas e 25 dias; 89 em 2018, em 2 etapas e 19 dias; 144 em 2019, em 3 viagens e 25 dias e 55 municípios em 2020, em 3 viagens e 12 dias. 


Iniciei em 17/4/16, por Patos de Minas, onde nasci. A ideia era concluir em Belo Horizonte, no meu aniversário, em 18 julho de 2017, com uma festa para os familiares e amigos, para comemorar o feito e o meu aniversário de 64 anos, 50 anos após minha mudança para Brasília.


Mas não deu. Por quê?


Em junho de 2017 preferi ir para o Peru, viagem que durou 3 meses, em 3 etapas. Adiei o término do desafio para julho de 2018. Também não deu, por compromissos profissionais. Mais uma vez adiei para julho de 2019, mas preferi ir para o Equador e Colômbia, viagem que acabou sendo só para a Bolívia. Adiei para 2020...


Mas tive que mudar de ideia de deixar Belo Horizonte por último, por causa da impossibilidade de ter uma festa em plena pandemia. Poderia adiar para 2021, mas este desafio estava demorando muito e eu já estava me sentindo “preso” a ele. Quando pensava em viajar, só Minas Gerais me vinha à cabeça... 


Precisava me “libertar”, o quanto antes. 


Percebi que alguma força oculta conspirava contra Belo Horizonte ser o último município. O irônico é que estive por várias etapas na capital, mas não registrei a visita. 


Em maio de 2018, aconteceu um fato que nunca tinha acontecido antes, numa viagem: recuei


Abortei a visita a Miravânia, do norte do estado, por causa do areião da estrada e da escassez de combustível. Os caminhoneiros estavam em greve e eu estava tendo dificuldades para abastecer.


Ponte sobre o Rio Peruaçu

Início do areião. De onde recuei...


Assim, quis o destino que Miravânia ficasse por último, para jamais esquecer: a única vez que recuei, numa viagem, e o município de Minas Gerais com o acesso mais difícil entre todos os 853. Cabe registrar que só 4 municípios não possuem acesso asfaltado: Bias Fortes (em 2016), Salto da Divisa, Chapada do Norte e Miravânia. 


Com quase nenhuma experiência em pilotar no areião, até pensei em visitar o município de carro. Combinei com meu filho para irmos no final de agosto deste ano, mas, de última hora ele não pode ir.


Havia feito, em 2019, o Caminho dos Diamantes, da Estrada Real, com dois amigos bons de estrada e boas companhias, porque não me enchem a paciência... Rodrigo e Érico. Iríamos fazer, em maio deste ano, o Caminho Velho. Mas a maldita pandemia não deixou, pois estava tudo fechado. E nós estávamos loucos para viajar. 


Os convidei para 'fazermos' a Serra da Canastra, em junho ou julho. Eu aproveitava e visitava alguns municípios da região. Mas não rolou. Mas eu acabei fazendo duas etapas, uma no início de agosto e outra no início de setembro. Visitei 54 municípios na 18ª e 19ª etapa, entre eles Belo Horizonte, pois já havia decidido deixar a cidade do norte de Minas por derradeiro. Ficou faltando só um!


Assim, os convidei para ir até Miravânia, no final de setembro. Cientes das dificuldades, toparam na hora. Cabras bons e valentes! Combinamos que de lá, seguiríamos até à Chapada Diamantina, numa viagem programada para um total de dez dias. Iríamos acampar, coisa que eu estava com vontade de voltar a fazer, depois de 40 anos, e vinha amadurecendo há muito tempo.


Saímos de Brasília no dia 26/9/20, por um caminho não convencional, passando por Urucuia e Pintópolis. Sabia que a estrada entre estas duas cidades era de terra mas não sabia que tinha areião. Só desconfiava. 


E tinha. Só 70km, que levamos 3h30 para percorrer, incluindo as paradas. Mas só houve apenas uma “queda”, sem maiores consequências. Foi um aperitivo do que encontraríamos pela frente. Serviu como treinamento!


Calor infernal
Primeiro "tombo"
Não esperávamos toda esta areia...


Chegamos em São Francisco, “cidade de gente bonita”, ao entardecer, após a travessia do Velho Chico, numa balsa, e por lá pernoitamos.


Na balsa, chegando na cidade de São Francisco


No dia seguinte, partimos para a conclusão do desafio. Havia duas opções para chegarmos até Januária, passagem obrigatória para chegar a Miravânia: 85km, sendo 70km por estrada de terra, com muita areia, ou 175km por asfalto. Fomos por esta última. 


70km após Januária, chegamos ao início do “terrível” areião, que, para nossa sorte, estava em melhores condições que em 2018. Foi difícil, mas mais fácil que imaginava. Se eu consegui, qualquer um consegue. Se eu consegui numa Big Trail, qualquer um consegue, em qualquer moto.


Segundo tombo...

O areião estava melhor que em 2018

Tiraram um pouco da areia. Veja os montes...


Assim, em 27/9/20, após 732km desde Brasília, chegamos ao último município, concluindo o desafio, denominado Valente Fazedor de Chuva.(veja, aqui, o vídeo da chegada ao município, desde o início do areião). 


A cidade se mostrou totalmente diferente do que imaginava. Limpa, bonita, com uma bela praça e muito movimentada. 


Rua da cidade

Foto em frente a prefeitura (obrigatória)

Era um domingo e muitos moradores da região se dirigiam para a cidade para curtir a bela cachoeira do município. E, após o registro fotográfico e o almoço, fomos conhecê-la. E lavar a alma pela conclusão do desafio e tirar a poeira do corpo. 

Cachoeira no Rio Japoré

Lavando a alma e tirando a poeira

Para se chegar até ela, foram mais 3km de areião. Mas já estávamos "craques". Foi mais fácil, mas teve mais um tombo. O terceiro e último. 


Terceiro e último tombo da viagem.


Pernoitamos na cidade, no Hotel Oriente, simples mas limpo. E o dono, Sr. Marcílio, um figuraça, que nos recebeu muito bem e nos divertiu muito com seus “causos” durante o café da manhã. 



Após o café da manhã, partimos para a Chapada Diamantina, por outro caminho, mais longo (42km de terra), mas bem melhor que o areião do dia anterior. Coordenadas e demais informações, nas fotos:




A viagem para a Chapada Diamantina ficou para uma próxima vez. Fomos somente até Porteirinha, onde visitamos a Cachoeira do Serrado, que recomendamos. Lugar muito lindo e com boa estrutura para o turista, no norte de Minas. 


Trilha na Serra do Espinhaço
Chegando na Cachoeira do Serrado

Portao de acesso
Caminho até a base da cachoeira, com a serra ao fundo


A visita a todos municípios de um estado (de qualquer país) é um desafio proposto aos Fazedores de Chuva. Quem o conclui, recebe um “título”, denominado Valente Fazedor de Chuva


Valente: "que não receia o perigo, tem espírito de luta, intrépido, corajoso, aquele que tem força, vigor, robustez. 


Fazedor de Chuva: qualquer um que realiza grandes viagens, por seus próprios meios.


Uma vez concluído a visita aos 853 municípios de Minas, me sinto livre para outros desafios. Desta vez, mais pessoais. Sem vínculos! 


AGRADECIMENTOS:


Agradeço, primeiro, a Deus, meu companheiro de todas viagens, que sempre me protege em todos momentos em que eu me distraio. E não são poucos.


Agradeço também a todos que torceram e me incentivaram, em especial, à minha mãe, com suas orações, meus filhos, pela torcida, e à minha esposa, Zênia. Sem o apoio e compreensão dela, não teria conseguido. 


Até visitou 27 municípios comigo, num trecho do Circuito dos Diamantes, um dos circuitos turísticos de Minas Gerais.


Com a minha esposa em visita a um dos municípios
São Gonçalo do Rio Preto - 547° município

Conheci muitos mineiros durante estas 20 viagens, que me marcaram e nunca os esquecerei. Agradeço a todos que me incentivaram, me acolheram e me ajudaram, de uma maneira ou de outra. D. Araci, de Nanuque, que praticamente me “obrigou” a subir na Pedra do Bueno, é uma delas. Veja: 
https://bityli.com/h6KCd

Também não posso deixar de citar a galera animada e receptiva de Palmópolis, e a Ozânia e seu marido Xexéu, de Limeirado Oeste, com os quais tomei umas cachaças e rimos muito, no final da tarde, ao chegar aos respectivos municípios.

Citaria vários outros, mas quem sabe num livro, futuramente...

Mas não poderia deixar de fazer um agradecimento especial à uma família que conheci, logo na primeira etapa. Típica família mineira e, para minha sorte, também atleticanos. 

Além de me honrar com sua amizade, permitiu que eu deixasse minha moto em sua casa, em Lagoa Santa, a 15km do aeroporto de Confins, nos intervalos das etapas. Isto me poupou muito tempo, evitando vários deslocamentos BSB-BH-BSB. Obrigado, Gabi, Aulus, Miriam, Rafa (argentino atleticano) e demais familiares!!! Serei eternamente grato.


Na festa de família e amigos - 28/8/16

Esquenta para o jogo do Galo - 26/4/17

Esta família foi e é, para mim, a melhor amostra do que é ser mineiro: povo acolhedor, simpático, alegre, festeiro, unido, rodeado de amigos, povo que dá bom dia a estranhos, sem qualquer tipo de preconceito, que não nos deixa esquecer deles, etc. 

Moto bem guardada... 19/7/16

E, óbvio, não poderia esquecer de agradecer ao Grande Tota, caseiro que cuidava muito bem da moto, enquanto eu estava em Brasília.

Tota ligando a moto, no meu retorno...

Saindo para uma nova etapa, da casa na Lagoa Santa


Agora, além de Grande Cacique Fazedor de Chuva (quem faz a viagem de Ushuaia a Prudhoe Bay), me tornei um Valente Fazedor de Chuva.




Veja a sequência das visitas ➡️➡️

https://url.gratis/CuV8B


Fotos de todos municípios, no Facebook: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1002310423188119&type=3