segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Discussão em grupos de Facebook

Já perceberam que todo grupo do facebook tem destacado, logo no início, o seguinte: "Discussão”? Pois então. Grupos foram criados para discutir qualquer assunto, principalmente aqueles que possam ser de interesse de seus integrantes.


A discussão, o debate, o diálogo é importante no desenvolvimento do ser humano. 

Contudo, há administradores de grupos que estão agindo como censores, cerceando o debate entre "irmãos" motociclistas, não admitindo que alguém tenha opinião diferente deles ou dos amigos deles. Isto é lamentável. 

Novamente fui excluído de um grupo do Facebook. Não vou citar qual para não fazer publicidade... Mas quem dele faz parte vai saber qual é.

No dia, confesso que fiquei um pouco chateado porque não havia violado as regras do grupo nem tampouco ofendido quem quer que seja. Mas, passados dois dias, concluí que foi melhor. Pra mim, pelo menos. Para o grupo, não sei. 

Não vou negar que, uns tempos atrás, era um espaço onde boas e interessantes ideias eram compartilhadas por aqueles que fazem médias viagens de moto. Mas, com o passar do tempo, o grupo cresceu muito e virou um local onde poucas informações de valor são publicadas. 

Alguns dos integrantes do tal grupo não sabem o que escrevem. Muitos dão dicas sobre viagens para outros países, sem nunca terem saído de suas próprias cidades. Uma minoria repete as mesmas perguntas com relativa frequência (precisa de galão? de PID? Onde faço a carta-verde?) e os administradores não orientam os participantes para, antes de perguntar, fazerem uma pesquisa no próprio grupo para verificar se o assunto já não foi esclarecido.

Hoje, há bons grupos, cujos criadores e administradores, embora atentos ao que se passa, não censuram seus integrantes ou cerceiam o debate. 

Administradores e criadores de grupos, deixem rolar o debate, s discussão, o diálogo, ora bolas. Mesmo, e principalmente, se houver as mais incisivas divergências. Isto é bom. Pensa: para que servem os grupos se não para isto? Está escrito lá, logo no início: 'discussão"...

Da outra vez em que fui excluído de um grupo, até entendi, porque era de proprietários de uma determinada marca de moto alemã, e, numa resposta a um comentário, pronunciei o termo “f&d@-$#” para um sujeito que ficou de mimimi pro meu lado (aqui). Achei muita frescura me excluírem por isto. Motociclistas não são freiras. Mas foi uma ofensa, reconheço. De boa. 

Mas, desta vez, não entendi a razão da minha exclusão. Não houve ofensas nem quebra das regras do grupo. Eu acho, uma vez que até agora não sei o motivo da exclusão, tratar-se de censura e/ou cerceamento ao debate. Ou tentativa de preservar a reputação de alguns amigos do criador do grupo, que deram uma opinião equivocada. Quem nunca? E qual o problema de fazer comentários equivocados? Além de motociclistas, somos humanos...

Vou explicar o que aconteceu:

Estou fazendo um estudo sobre a legislação de trânsito da Argentina, objetivando orientar/informar os motociclistas que viajam para lá. Assim que vou descobrindo algo de interesse, vou publicando na minha página do Facebook “De Moto Com Destino”. 

E compartilho estes posts em alguns grupos de motociclistas dos quais faço parte, inclusive no que me excluiu, cujo nome tem a ver com quem viaja, de moto, pelo nosso continente. Portanto, compartilhamento mais que adequado e oportuno para os integrantes, correto? Afinal, saber a legislação da Argentina é dever de todos que viajam para lá.

Pois bem. No dia 25/01/18, compartilhei, em vários grupos, o post abaixo: Veja aqui

No dia seguinte (sexta, 26), um motociclista brasileiro que mora na Argentina, e amigo do criador do tal grupo que me excluiu, fez um comentário afirmando que o regulamento só valia para Buenos Aires. Que era uma lei antiga, que não estava sendo aplicada e que a maioria da população sequer usa capacete. Perguntado sobre se o regulamento só valia em Buenos Aires e que não estava vigor, disse que tinha certeza disto! 

E disse mais: que algumas informações, como a minha, são desnecessárias, servindo apenas para espalhar medo na galera que nunca viajou. OK. Ele discordou de mim e respeito. Embora eu não espalhe medo em ninguém. Muito pelo contrário.

Porém, respondi que ele estava enganado. Que o regulamento era nacional, está em vigor e se não está sendo cumprido era outra história. Mas adverti: se as autoridades aplicassem a multa a um brasileiro, teria valor. Não adianta reclamarem depois, dizendo que foi extorquido. Que os policiais argentinos são corruptos.

Após insistir que o regulamento não existia, comentei: “Fulano, vou te dar uma pista. O decreto de onde eu tirei a multa do post é de 2011. Vou deixar você fazer um esforço mental até amanhã. Se você não conseguir, coloco o link no post, ok? Sem ofensas. ✌🏽” 

Ou seja: dei-lhe a oportunidade de botar os neurônios para funcionar para que continuássemos a conversa. Isto tudo na sexta, pela manhã. 

Mas...

O criador do grupo postou, na sexta à tarde, um comentário no post dizendo, em síntese, o seguinte: que a informação que eu havia postado poderia não ser verdadeira, que eu poderia estar equivocado e, enquanto o assunto não fosse esclarecido, os comentários estavam suspensos. E assim o fez, sem ao menos me perguntar ou me dar o direito de responder, inclusive disponibilizando o link do regulamento, o que, iria comprovar que o amigo dele havia se equivocado. 

Conversei com o criador (dono?) do grupo, no privado. Pedi para desbloquear os comentários para que eu pudesse esclarecer o assunto e publicar o link. Ele disse que não poderia, "pois havia pausado e não pegaria bem, pra ele, desbloquear". Ah tá... Então, se precipitou? Ou eu não poderia desmentir o amigo? Sei...

Argumentei: Creio que você quer manter os integrantes do grupo mal informados. A informação correta sempre incomoda. Melhor os motociclistas ficarem acusando os argentinos de corruptos do que conhecerem a legislação do país que visitam. Mas o grupo tem um dono. Vocês estão certos! Mas isto não é uma atitude legal.

Ele me disse que o tópico foi pausado após inúmeras respostas e argumentos, e que não se chegou a um consenso. MENTIRA. Apenas três pessoas comentaram. Dois, amigos dele. E os dois erraram feio em seus comentários. E quem disse que discussões em grupo precisam chegar a um consenso? Noutro post, infeliz, de um outro integrante, houveram várias ofensas ao autor e o criador nada fez, além de assistir. Não era seu amigo...

Grupos são feitos para debates, trocas de ideias, de experiências, onde ninguém é melhor que ninguém (não deve ser), além de ser um espaço que facilita a divulgação de assuntos de interesse dos integrantes. Não há necessidade alguma de consenso, muito pelo contrário! O dissenso nos faz bem!

Se não for para isto, para que criar um grupo? Seria melhor criar uma página, onde somente o 'dono' pode publicar e tem controle geral sobre o mesmo.

O criador do referido grupo é administrador de um outro grupo onde compartilhei o mesmo post. Lá, não se chegou a nenhuma conclusão e o post não teve seus comentários suspensos! E também não fui excluído... Até hoje.

Suponho, repito, suponho, que o sábado estava se aproximando e ele quis preservar a 'reputação' dos seus amigos que comentaram sem saber o que estavam comentando (eu ia publicar, no sábado, o link da regulamento de abrangência nacional e que está, sim, em vigor, em várias províncias)... Só estou supondo! Pode não ter sido por isto. Mas só pode...

Pois bem. Os comentários estavam bloqueados. Mas o post, não! Aí, editei o próprio post, da seguinte maneira e colocando o link do regulamento:



Editei o post também na minha página, mais ou menos nos mesmos termos (Veja aqui). Isto tudo ainda na noite de sexta-feira, 26!

No sábado pela manhã publiquei um post lá no grupo (ainda não tinha sido excluído), nos seguintes termos: 

“Bom dia. 

Estou fazendo um estudo da legislação de trânsito na Argentina com o objetivo de orientar os motociclistas que viajam para lá. 

Nos últimos dias publiquei alguns posts sobre a matéria com o fim de provocar o debate sobre o assunto, o que me ajudaria muito neste estudo. O diálogo, feito com respeito, é sempre produtivo, principalmente quando as ideias são divergentes. É através da dialética que atingimos o conhecimento verdadeiro das coisas. 

Todavia, o diálogo foi bruscamente interrompido pelo fundador do grupo, por entender, sem sequer me perguntar, que a informação poderia ser falsa ou a interpretação estar equivocada. Enfim, respeito a decisão. Mas é lamentável o cerceamento do debate. 

Jamais publicaria algo falso aqui no grupo ou em qualquer lugar. Não sou moleque. Nem irresponsável. 

Mas vamos ao que interessa. 

Alguns motociclistas têm relatado que foram extorquidos, especificamente, na província de Entre Rios. Entre eles, um que me chamou a atenção porque publicou um “recibo”. Foi em razão deste post que resolvi fazer o estudo. É multa ou extorsão?, me perguntei. 

Se você possui este recibo, na verdade “Acta de Comprobación”, e não se incomodar, comente como aconteceu e, se possível, envie-me uma foto. Pode ser no privado. Agradeceria muito e manterei sigilo absoluto caso seja enviado pelo privado. 

Pretendo questionar, formalmente, a embaixada da Argentina, para se pronunciar a respeito destes ‘recibos’. Para tanto, cópia das Actas, com os respectivos números e datas, ajudaria muito. 

Quanto ao estudo, em breve publicarei...

Obrigado a todos.”

Para minha surpresa, após 3 curtidas e 2 comentários, imediatamente após sua publicação (coisa de 15 minutos), fui excluído do grupo. Não sei se foi por este post de sábado ou pelo outro, que tinha editado. Excluído sem qualquer explicação. Mas entendo. O grupo tem criador (dono?) e ele faz o que bem entender. Se quiser explicar, tudo bem. Se não, tudo bem também. 

Alguém certa vez disse, se referindo ao grupo: "Eles não aceitam uma estrela que brilha mais que o céu deles". Não que me considere uma estrela, muito menos brilhando, e muito pelo contrário. Sou polêmico, gosto de provocar um debate (dialética...), questionador (não aceito as coisas muito passivamente) e isto incomoda aqueles que pensam que sabem muito. 

No sábado, 27, mandei uma mensagem no privado e no zap, para o criador do grupo, perguntando porque fui excluído. Se foi pelo post que havia feito, no sábado. Ou se havia ocorrido um equívoco. Veja:
Até a publicação deste relato aqui no blog (18h10 de 29/01), não obtive resposta. Embora a mensagem tenha sido visualizada, como se vê na imagem.

Por tudo isto, resolvi publicar este relato aqui no meu blog como forma de tornar público o cerceamento do debate que alguns administradores e/ou criadores (donos?) de grupos estão fazendo. Talvez porque nossas opiniões são contrárias as deles ou dos amigos mais próximos deles, o que, particularmente, não acho democrático nem tampouco uma atitude coerente de quem se diz motociclista, que prega a liberdade. Liberdade para divergir também. Reflitam...

Também administro um grupo (Motos e Motociclistas) que criei mas não sou dono, e lá só não é permitido anúncios de qualquer espécie ou ofensas. Quanto ao debate, sempre respeitoso, isto é até incentivado. O diálogo é livre. Como disse no post que publiquei no sábado: É através da dialética que atingimos o conhecimento verdadeiro das coisas. 

Provavelmente este post chegará ao criador (dono?) do grupo ou de seus administradores (na verdade não sei quem me excluiu...). Ou até ao próprio grupo (vai que algum corajoso compartilha...). Claro que haverá quem discorde de mim (isto não é ruim), que irá dizer que não existe cerceamento ou censura. Que tem que preservar a reputação dos amigos que falam besteira mesmo. Haverá também os que se posicionarão favoravelmente à minha exclusão. Faz parte. Não me incomoda, mas gostaria de debater o assunto... Existe mesmo este cerceamento? Esta censura?

Por fim, enquanto uns excluem aqueles que defendem bandidos condenados pelo Poder Judiciário, outros excluem aqueles que pensam diferente, que falam a verdade. Mas, não tolerar bandidos é uma coisa. Não tolerar opiniões contrárias é outra bem diferente...

É a vida!

Divirtam-se assistindo este vídeo: vídeo.

Editado:
A propósito: compartilhei este post em alguns grupos de motociclistas. Um, excluiu a postagem. O outro, me excluiu. Os demais, por enquanto, mantiveram. Depois vou dar nome a todos.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Compra de Chip de celular no Chile

Um estrangeiro para comprar chip de celular no Chile, para uso em seu aparelho, é necessário, antes, homologar o aparelho.


A lei mudou desde o dia 23/09/17!

1) Os estrangeiros que quiserem usar seu próprio telefone ou outro dispositivo móvel com um SIM Card de uma operadora chilena, deverá, previamente, fazer um cadastro (homologar o aparelho no Chile). É necessário fornecer o IMEI do aparelho, ter a nota fiscal, passaporte, fotos, etc. (aqui)

2) O cadastro deve ser feito numa empresa certificadora. Pode ser feito, inclusive, por e-mail, e demora uns cinco dias. (veja aqui)

3) O cadastro visa assegurar que você irá receber mensagens de alertas de emergência (tsunamis, terremotos, etc), emitidas pelo Sistema de Alerta de Emergência da "Oficina Nacional de Emergencias de Chile - ONEMI). 

4) Cada pessoa física pode cadastrar um celular gratuitamente, por ano. No outro ano, se for necessário, pode cadastrar outro, mas haverá cobrança de taxa.

5) Com o cadastro você poderá utilizar o celular, legalmente, com qualquer chip de qualquer operadora chilena.

OBS: Para usar o celular no sistema roaming, não é necessário fazer o cadastro.

Fonte: Multibanda.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Uma dor e algumas decepções de uma Harleyra

A dor de uma motociclista que sobreviveu a um acidente na volta de um passeio, mas teve a infelicidade de ver seu fiel amigo respirar pela última vez e algumas decepções: Com a Justiça, com a Brasília Harley-Davidson e com os que ela considerava parceiros do HOG Brasília Chapter. 

Compartilho seu relato, com autorização expressa da autora: 

sábado, 11 de novembro de 2017

Motociclistas estão ficando muito frescos e sensíveis

Fiz um comentário num grupo de motos, cuja marca é alemã, no qual não pedi para ser incluído, mas me incluíram já faz algum tempo, e um sujeito que não conheço, nem mesmo virtualmente, veio fazer patrulhamento pra cima de mim sobre o que ou como eu deveria comentar. 

O post era sobre um vídeo onde várias motos BMW, se não me engano, estavam ao chão, e um caminhão ao lado e um veículo à frente. O texto do post dizia mais ou menos o seguinte: “onde e como acontece isto.”

Comentei dizendo que onde e como eu não sabia, mas que era pelo fato de os motoqueiros estarem em comboio e muito próximos um do outro. 

Mas não era! Segundo um comentário posterior ao meu, o caminhão, sem freio, saiu derrubando todos. Enfim, eu erro de vez em quando. ;)

Respondi ao camarada, primeiramente, dizendo que o respeitava, e informando que comentava da forma que bem entendia, que redes sociais são para isto e dizendo que não me importava com o comentário dele. 

Conclui dizendo o seguinte: ‘ mas se você se incomodou com o meu comentário, foda-se.’

Hoje, ao acordar, apareceu uma notificação que ele me respondeu e que alguns curtiram meu comentário. Ao acessar o grupo para ver sua resposta, apareceu uma mensagem dizendo que eu não podia ter acesso (!). 



Tentei acessar o grupo e apareceu a seguinte mensagem.

Parece que fui bloqueado no grupo. Não sei se foi pelo fato da conclusão da minha resposta (foda-se!)... Se foi, melhor não fazer parte de um grupo destes. Mas deveriam, pelo menos, me darem o direito de responder ao último comentário do sujeito, ao qual não tive acesso. Fodam-se todos.

Tenho meus espaços (blogs, grupo no face, página no face, twitter, facebook, instagran, etc), onde escrevo o que quero e dane-se quem não gosta.

Mas a cada dia que passa percebo como tem motociclistas frescos e sensíveis nesse nosso Brasil. pqp

Não vou nem me referir nas frescuras que acontecem quando escrevo sobre as falhas da PRF, fo uso ilegal de viaturas do exército para escoltar motociclistas em passeios e viagens, principalmente dos HOG’s, sobre os motociclistas que reclamam dos motoristas que não dão seta ou que teclam enquanto dirigem, mas tiram as mãos do guidom para sinalizar buracos e radares, etc. 

Nestes casos, tem uns que nem falam mais comigo. É muita frescura e sensibilidade pro meu gosto. Afff



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Uma nova bota e uma nova luva...

Não sou muito fã de viajar com muita proteção no corpo não. Vejo muitos motociclistas até com colete à prova de balas (exagero meu!). 

Viajo com uma calça jeans, reforçada, e uma jaqueta de cordura, da qual retirei as proteções dos ombros e cotovelos. Fiz o mesmo com a jaqueta de couro. Quando faz frio, visto uma calça e uma blusa 2ª pele e, se o frio for muito intenso, ou se chover, coloco a capa de chuva. 

Mas não abro mão de uma boa luva e de uma excelente bota, que sejam, em 1º lugar, impermeáveis. 

Adoro um temporal. 😁. 

Minha velha bota da Harley, que atravessou, comigo, toda a América, e cumpriu bem sua tarefa, chegou ao fim da vida. Tá na UTI, digamos. Aguenta apenas mais uns kms. Resolvi substituí-la. E fui radical. Já que estou com uma moto Big Trail. 

Após várias pesquisas, cheguei à conclusão que esta que comprei (foto) é a melhor. Encontrei apenas no ML. Não tinha meu número (45) e comprei a 44, com a possibilidade de devolução caso ficasse apertada. 

Não ficou apertada. Ficou justa. Incomodando apenas, e pouco, no peito do pé. Meus dedos estão livres e não há pressão sobre eles. Não dá para colocar a calça por fora (não gostei deste detalhe). Penso em devolver por isto. 🤔🤔

A pergunta é, para quem usa este tipo de bota: ela cede nesta região do peito do pé? 

Mais: se você tem uma igual, fiz uma boa escolha?

Quanto à luva, também pesquisei e a melhor que encontrei foi uma da Triumph. Altas recomendações. Realmente protege do frio. Mas...

Ao viajar para o Peru, na primeira etapa (17 dias), ela descosturou (foto) no forro interno. Ao chegar em Brasília, fui à loja e, sem qualquer dificuldade, foi trocada por outra nova. Mas...


Ao fazer a segunda etapa da viagem pelo Peru (20 dias), a costura abriu em um dos dedos. 


Chegando em Brasília, fui à loja e, novamente sem qualquer dificuldade, me deram outra nova, com o compromisso de que, se ocorresse novamente, me devolveriam o dinheiro. 

Disse que não queria o dinheiro, porque realmente gostei da luva. Protege razoavelmente do frio. Quanto à chuva forte, ainda não peguei com ela. Neste caso, colocarei, antes, uma luva cirúrgica... Mas acho que não será necessário porque a luva possui um forro interno que me parece ser mesmo impermeável.

A conferir após a terceira etapa. Se descosturar novamente, vou ficar chateado, mas terei meu dinheiro de volta!

Fica o registro do ótimo atendimento da Triumph em Brasília. Fico imaginando a dor de cabeça que teria caso tivesse comprado em outra loja ou concessionária de outra moto...

E aí? Foi apenas um lote com defeito ou a luva não é o que me disseram?

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Customização de motocicletas - cuidado!

É notório que muitos motociclistas gostam de customizar suas motos. Tem até tipo de motos denominadas Custom, exatamente para isto (para serem modificadas). Existem também várias oficinas especializadas em modificações de motocicletas.

A questão é: estas modificações alteram ou não as características de fábrica? Precisam de autorização para serem feitas?

As alterações de características de fábrica são permitidas por lei (art. 98 do CTB). Todavia, há regras, limitações, proibições taxativas e algumas que precisam do Certificado de Segurança Veicular (CSV), emitido por organismo acreditado pelo INMETRO, de forma a demonstrar que não compromete a segurança, nem do condutor nem dos demais usuários das vias.

Exemplo de proibição em motocicletas: na troca da suspensão, é proibida a utilização de sistema com regulagem de altura!

A maioria destas regras, limitações e proibições estão contidas na resolução n° 292/2008, do CONTRAN e na Portaria que ela menciona. 

No geral, as modificações precisam de autorização prévia do órgão de trânsito e anotação das alterações no CRLV (documento verde de porte obrigatório). 

O detalhamento do que é necessário está na Portaria n° 159, de julho de 2017, do DENATRAN, que entra (entrou) em vigor no dia 1º de setembro de 2017. Consta da portaria, que, para sua edição, foram levados em consideração estudos realizados pela Câmara Temática de Assuntos Veiculares e, curiosamente, pela Associação dos Fabricantes de Motociclos.

No que se refere especificamente às motocicletas, devem se atentar que modificações do sistema de sinalização/iluminação, de espelhos retrovisores (ver Res. 682/17 do CONTRAN - links no final), guidão, de suspensão e assento, que alteram visualmente o veículo, necessitam do CSV. 

Quanto ao guidom, tem até figuras, na resolução, mostrando as limitações:

A dúvida tem sido mais frequente em relação aos faróis auxiliares. Sejam eles instalados pelo proprietário ou originais de fábrica.

Numa leitura atenta dos dispositivos, verifica-se que, tanto a Portaria 159/17 quanto a resolução 292 se referem à modificaçãoalteração ou inclusão de alguns componentes. 

Relativamente à inclusão de componentes, temos somente a referência a inclusão de dispositivo para transporte de cargas e de sidecar! Nada fala sobre a inclusão de faróis auxiliares (fonte luminosa). 

incluir é diferente de modificar (ou alterar). Incluir significa inserir, integrar, incorporar. Modificar significa adulterar, alterar, trocar, converter, transformar.

Quanto à inclusão de fontes luminosas (onde se inserem os faróis auxiliares), o inciso V do art. 8° da Resolução 292/08 é taxativo, no sentido de ser proibida, apenas, a instalação de fonte luminosa de descarga de gás. Por exemplo, lâmpadas xenon. Excetuando-se a substituição em veículos originalmente dotado deste dispositivo.

Importante observar que, a resolução que trata do sistema de iluminação/sinalização dos demais veículos (Res. 667/17), há, taxativamente, dispositivo que proíbe a instalação de dispositivo ou equipamento adicional luminoso não previsto no sistema de sinalização e iluminação veicular. (§ 6° do art. 2°). 

Ora, se para os demais veículos há proibição taxativa e, por outro lado, nas normas que tratam do sistema de iluminação das motocicletas, não há, significa que é permitido. O que a lei não proíbe, é permitido!

Portanto, acreditamos que a inclusão (instalação) de faróis auxiliares, em motocicletas, estão permitidos. Desde que não sejam a gás nem tampouco modifiquem o sistema de iluminação/sinalização original. Por exemplo, trocar a lâmpada do farol original. 

Finalmente, lei é para ser cumprida. Gostemos ou não delas. Sem esquecer que muitos motociclistas exigem o cumprimento das leis por parte dos motoristas. Dar seta, por exemplo, é a mais comum...

Assim se você alterou as características originais da sua moto, trate logo de regularizar estas modificações no documento de porte obrigatório, caso contrário, ficará sujeito às penalidades previstas no CTB. 

Quanto aos faróis auxiliares, caso seja multado, faço o recurso gratuitamente para você!

Porém, se instalou "seca-sovaco"? Modificou ou alterou o sistema de iluminação/sinalização? Trocou o retrovisor por um em forma de guitarra (KM ✌🏽) ou outro? Alterou a suspensão? Modificou a fixação dos bancos? Se liga!! 👀👀👀 Cumpra a Lei.

Dura lex sed lex. ✌🏽

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Legislação citada:


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Troca de pneus em longas viagens

O pneu é um dos principais (senão o principal) equipamento de segurança da moto. Com ele não se deve economizar, nunca!!! E jamais deixar ficar 'careca' para substituí-los. Eu troco sempre antes da marca TDI. 

Antes de mais nada, é necessário sair com pneus que durem até a próxima troca, que deve ser, muito bem calculada onde será feita, e com uma certa folga!! Lembrem-se: imprevistos acontecem. 

Pois bem. Pela segunda vez tive que trocar os pneus no meio de uma viagem, fora do Brasil. Novamente planejada. A primeira foi na viagem para o Alaska, quando troquei em Portland, uns 5.000km antes da hora. Será que em Fairbanks teria o pneu? E as chuvas que pegaria no caminho? Valeria a pena correr este risco com um pneu já no final da vida útil? Claro que não. Por isso troquei antes. 

Agora, na viagem pelo Peru, troquei, em Lima, um par de pneus que ainda rodaria uns 3.000km, tranquilamente. Já rodei 10.000km com este par de Tourance, do qual nada tenho a reclamar. Nada. Muito bons. Tanto no asfalto quanto nas estradas não pavimentadas. Na chuva também. 
Pneu traseiro e dianteiro
Explico porquê troquei. Primeiro, o roteiro foi planejado de forma a fazer a revisão e a troca dos pneus em Lima! Segundo, ainda tenho pela frente uns 6.000km até chegar em casa (Atacama no caminho...??). Com certeza teria que trocá-los antes de sair do Peru ou imediatamente após.

Se aqui na capital peruana foi difícil encontrar um par adequado de pneus para meu tipo de uso da moto, imaginem no interior do país... Mesmo do Chile ou da Bolívia (ainda não decidi por onde voltarei). 

E tem mais: quanto mais próximo da troca, maior a possibilidade de furos (na semana passada o traseiro furou - coisa rara). E, se chover, aumenta o risco. Como não corro riscos desnecessários, realizei a troca antes do necessário.  

Adquiri um par de Anakee 3, por 900 reais. Bem mais barato que no Brasil. 

Se rodar 12.000km com eles, o custo por km será de R$ 0,075. Muito pouco. Só para comparar: o meu custo de gasolina por km situa-se na faixa de R$ 0,20. Mais de 2,5 vezes o custo com pneus!! 

Repito: besteira economizar em itens de segurança!! Em pneus, principalmente. Já vi gente experiente e até instrutor de cursos de motociclistas colocando pneu de carro na moto. É o cúmulo da ignorância. Já vi também muitos levarem pneus do Brasil. Sinceramente, viajar 20 dias (ou mais) com dois pneus amarrados na moto, é outra maluquice. Mas, enfim. Cada um faz como achar melhor. 

Portanto, os 3.000km que ainda daria para rodar com o par de Tourance representam R$ 225,00. Duas diárias de hotel. Ou três dias de gasolina. É muito pouco, considerando-se os custos de uma longa viagem. 

Finalmente, com pneus novos, vou concluir a viagem sem me preocupar com pneus. Seja na terra, no rípio, no asfalto e pode vir a chuva que vier. A moto estará bem calçada!! E eu, bem tranquilo!!