quinta-feira, 14 de junho de 2018

Baús GIVI substituídos

Registro:

Quando comprei a Super Tenere, em abril de 2016, escolha fácil porque é a big trail que dá menos problemas, me fiz a seguinte pergunta: quais baús devo comprar?

Vários motociclistas me deram algumas sugestões. Até para mandar confeccionar, em oficinas de fundo de quintal, aqui de Brasília. Economia de uns 2.000 reais. Comprar uma moto de mais de 50k e economizar 2k, num acessório que iria usar muito e por bastante tempo, não faz meu gênero. Nem tampouco, faz sentido. 

Escolhi, tal qual escolhi a moto. Os melhores! Adquiri os baús da GIVI (OBK42B e OBK37B). Comprei por telefone, na Adão Metais (SP) e os recebi em dois dias.

Assim que os instalei, apresentou uma folga entre os baús e o suporte. Imediatamente informei ao vendedor, que disse que entraria em contato com a GIVI e iria resolver. Passados uns dois meses, enviou peças novas que fixam os baús aos suportes. Não resolveu

O problema permaneceu por vários meses. Não deixei de viajar por isto, pois me garantiram que os baús não cairiam. Fiz um vídeo (aqui) e o postei em alguns grupos. Muitos motociclistas 'entendidos' disseram ser folgas normais. Claro que não concordei. 

Fui encaminhado para a ADV Motorspart aqui de Brasília, onde tive um atendimento nota 10. O Sr. Manoel, proprietário da loja, fez tudo o que podia, mas o problema não foi solucionado. 

Enfim: passados quase dois anos após a compra, portanto dentro da garantia, a GIVI trocou os baús, sem qualquer custo para mim. Em abril de 2018. 

A folga desapareceu por completo. Conclusão: defeito de fabricação. Acontece. 

Fico imaginando se tivesse seguido as sugestões dos motociclistas do face, muitos com relativa experiência, e adquirido uns de 2ª linha ou fabricados em fundos de quintal. Se dessem problemas, seriam substituídos?

Fica aqui o registro do profissionalismo da GIVI, da Adão Metais e da ADV Motorspart. Demorou para resolver, é verdade. Mas respeitaram o direito do consumidor. Estão de parabéns!!

Aqui o vídeo com os novos baús instalados. Sem qualquer folga:





quarta-feira, 6 de junho de 2018

No meio do caminho tinha muita areia

Algumas das estradas não pavimentadas do Norte de Minas Gerais possuem muita areia. Eu não gosto deste tipo de terreno. Já quase cai num banco de areia que surgiu de repente. 

Por esta razão sempre pergunto, para os locais, se há bancos de areia no caminho. 

Na ida para Miravânia esqueci de perguntar e, quando faltavam 30km para chegar ao município, tinha uma parte não pavimentada e com areia no piso. No início até que deu para ir bem, mas apareceu um trecho (8km, segundo o motorista de uma caminhonete que passou enquanto eu avaliava a situação) com muita areia (veja o vídeo). 

Decidi recuar. Com três bauletos, dois galões de gasolina sobre o banco e pneus mais para asfalto, era muito arriscado. E, viajando solo, não posso me dar ao luxo de errar. De cair.

Voltarei. Quem sabe com uma galera que curte um off road e aproveitamos e vistamos o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu?

Mas não foi só. Dois dias após, saindo de Icaraí de Minas para Ubaí, havia um atalho de 22km, não pavimentado, e perguntei aos moradores e a resposta foi que não tinha bancos de areia. E fui.

No início, tinha um pequeno trecho com areia. 

Passei por ele, devagar e, depois, só estrada cascalhada, o que não traz maiores perigos. Parei numa comunidade próxima e perguntei se tinha mais areia e me disseram que não. Fui...

Mas tinha. Não devia ter confiado tanto. (Dias atrás teve a travessia do rio...  Você pode ver aqui)


Entrei no areião a uns 40km/h. A moto ziguezagueou, perdeu velocidade rapidamente e, quando vi que não ia conseguir mantê-la de pé, pulei no areião tal qual nos meus velhos tempos de goleiro. Não podia correr o risco da moto cair sobre minha perna. 

Dá para ver o rastro da moto marcado na areia...

Nada sofri. Não considero queda porque pulei da moto antes de ela tombar. 

A moto teve pequenas, muito pequenas avarias. 

Baú amassado
Só sujeira...
Mais sujeiras...
Sujeiras e danos na fixação do suporte da garrafinha.
Nada demais, exceto a quina do baú que teve o reforço interno quebrado. Detalhe: estreava os baús novos, trocados pela GIVI após quase terminar o período de garantia. ;(
Só substituí-lo...
Levantei a moto, com ajuda de dois 'bebuns' que estavam num bar próximo, e segui adiante. Com toda cautela possível. 

Não sei se há cursos para trafegar em areias que surgem de repente... se tiver, vou fazer. 

É minha única deficiência em pilotagem. Realmente fico receoso em enfrentar este tipo de terreno. 


sábado, 2 de junho de 2018

Caverna do Janelão: Uma maravilha da natureza escondida no norte de Minas Gerais

Depois de visitar 622 municípios de Minas Gerais, não escrevi nada sobre qualquer um deles, aqui no blog. Vi diversos lugares lindos, desconhecidos da maioria dos brasileiros e até dos mineiros. No final da viagem pelos 853 municípios, vou relacioná-los e contar os detalhes. 

Mas este lugar é um dos mais bonitos que já estive em todas minhas viagens, por 18 países e quase todos estados brasileiros. Supera, em beleza, as lagunas da cordilheira branca no Peru e a maioria das atrações do Atacama, por exemplo. E qualquer outra Caverna do Brasil.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Danilo Couto na BR-319 - 5 dias de sufoco!!

O Danilo Couto é um motociclista de Rio Claro/SP, que está viajando, de moto, por todos os países das três Américas. Uma viagem de 3 anos, com mais de 80 mil quilômetros. A previsão é de gastar, em média, R$ 1.000,00 por mês.

Sua aventura pela BR-319 é digna de registro. Por isto abrimos uma exceção aqui no blog para, com autorização do próprio Danilo, reproduzir sua aventura pela BR-319, em maio de 2018, em plena época de chuvas...

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Abastecimento na Bolívia - o que diz a Lei


Muito se comenta sobre abastecimento de veículos estrangeiros em território boliviano. Há muita desinformação. Ou melhor dizendo, muita informação errada.
Guerreira abastecendo na Bolívia - Puerto Suarez
E não somos somente nós, estrangeiros, que entendemos errado. Os bolivianos também não compreenderam muito bem a lei que regulamenta o abastecimento de veículos na Bolívia.

Assim, aqui vai minha contribuição, após a leitura e análise das normas lá do País:

Na Bolívia, o abastecimento de combustíveis é uma atividade considerada serviço público. O Estado é o único responsável pela produção, transporte, refino, armazenagem, distribuição, comercialização e industrialização dos combustíveis. E cabe, ao Ministério de Hidrocarburos y Energia, editar as normas regulamentares.

Em 2008, os preços dos combustíveis na Bolívia eram bem menores que o praticado nos países limítrofes (Peru, Chile, Argentina e Brasil). Em decorrência disto, era comum, com prejuízo da economia nacional, contrabando do combustível por pessoas físicas e jurídicas residentes nestes países, e, pior que o prejuízo, prejudicava a continuidade do abastecimento interno.

Assim, o governo entendeu ser necessário estabelecer preços diferenciados para veículos com placa estrangeira. O presidente, através do Decreto Supremo n° 29.814, com vigência a partir de 1o de janeiro de 2009, regulou a venda de combustíveis a estrangeiros. As condições para comercialização da Gasolina Especial Internacional e do Óleo Diesel Internacional foram definidas neste Decreto (link no final do post).

Primeiro, o que poucos sabiam (inclusive eu), é que, segundo o Decreto, o preço diferenciado é válido apenas para comercialização dentro dos 50km (cinquenta quilômetros) das fronteiras e nas áreas de risco. Fora deste perímetro (ou das áreas de risco), o preço deve ser o mesmo que é praticado para os veículos com placa da Bolívia, denominado “Preço Final”. Mas isto não é respeitado, como sabemos.

O Preço Final é o preço da Gasolina e do óleo diesel a ser praticado no mercado interno, para veículos com placa da Bolívia. Preço Final Internacional é o preço determinado pelo Governo para comercialização a veículos com placa estrangeira.  A diferença entre o Preço Final internacional e o Preço Final é denominada “Diferencial de Preço Internacional”, que deve ser depositado, pelas estações de serviços (postos de combustíveis), numa conta bancária específica e num determinado prazo. Os postos que comercializam o combustível para estrangeiros recebem uma comissão a mais por isto, calculada em cima desta diferença.

Os postos, em geral, devem emitir duas faturas. Uma, considerando o Preço Final e outra, com a diferença, ou seja, o acréscimo, no caso de abastecimento de veículos com placa estrangeira. Se a estação de serviços for de propriedade da YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), será emitida apenas uma fatura, com o Preço Final Internacional.

A fiscalização está a cargo das Forças Armadas e da Polícia Nacional. As estações de serviço que descumprirem a referido Decreto Supremo serão penalizados. Na primeira vez, com suspensão das atividades por um período de 120 (cento e vinte) dias. Na reincidência, será revogada a licença de operação. Aí, penso eu, reside a resistência de algumas estações de serviço venderem combustíveis a estrangeiros. Medo de serem penalizadas! O que é compreensível, pois o prejuízo, para elas, seria enorme. Imaginem ficar com o posto fechado por 120 dias...

Ocorre que, ao contrário do que diz o Decreto presidencial, o preço internacional é cobrado de todos veículos com placa estrangeira, em qualquer cidade, inclusive fora do raio de 50km da fronteira ou das áreas de risco. O que, de certa forma, constitui-se em descumprimento do Decreto editado pelo Presidente da República. Mas, para nós, estrangeiros, não há muito o que fazer... Vale dizer que em alguns raríssimos postos, fora dos limites estabelecidos no decreto, se cobra o Preço Final de todos. Em alguns, cobra-se este Preço Final acrescido de um percentual, mas sem emissão da Nota Fiscal...

Mas... e quais são as áreas de risco? 

De acordo com o Decreto Supremo 29.753, de outubro de 2008, as áreas de risco são as populações fronteiriças e intermediárias e as vias de acesso às primeiras, em que haja risco de contrabando de combustíveis. Este risco é baseado em informações prestadas pela Policia Nacional, pelas Forças Armadas e também pelas aduanas.

Subentende-se, portanto, que Santa Cruz de La Sierra, Cochabamba, Sucre, La Paz, Potosi, entre outras, estão fora das áreas de risco e o preço do combustível, segundo o Decreto, deveria ser o mesmo praticado para os nacionais!

Importante ressaltar que o Decreto também  proíbe o armazenamento, para comercialização, em lojas de qualquer tipo ou residências não autorizados pelo YPFB. Caso seja constatado tal fato, a Policia Nacional, as Forças Armadas e a Aduana estão autorizadas a confiscar o combustível e os respectivos reservatórios, encaminhando os infratores ao Ministério Público para que sejam processados por ágio e especulação, exposição a perigo e outros.

Não está claro, todavia, se os consumidores estrangeiros também serão processados. Mas, se está proibido a comercialização e alguém adquire combustíveis nestes estabelecimentos não autorizados, creio que também poderão processados. Poderão!

Fontes: 

Decreto 29.753/2008 - veja aqui
Decreto 29.814/2008 - veja aqui

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Seguro Carta Verde

Sobre o seguro denominado Carta verde, obrigatório para os veículos que trafegam nos países do Mercosul, com placa estrangeira. 

Há bastante desinformação por aí. Melhor verificar as normas que regem o seguro. Esta a razão deste este post.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Dicas de hotéis - pra quê?

Não aceitem dicas... *

Cada pessoa tem suas preferências. O que foi ótimo para uns pode ser péssimo para outros. O preço, que para uns é barato, pode ser caríssimo para outros (ou o contrário). E assim por diante... 


Hoje, com os smartphones em mãos, escolher a acomodação é tão interessante quanto escolher as atrações turísticas. Ou restaurantes. Ou o caminho... Faz parte da viagem! O que ocorre é que muitos não sabem usar aplicativos ou não o fazem por pura comodidade, ou, para melhor entendimento, preguiça mesmo. Daí, preferem pedir dicas...