sábado, 8 de junho de 2013

De Moto Com Destino a Serra Catarinense

Em 5 de abril de 2013, postei no meu grupo do Facebook: após o evento de comemoração dos 110 anos da Harley, que ocorrerá em São Paulo dia 1° de junho, vou dar uma esticada até a estrada que foi eleita, numa enquete de um jornal espanhol, a mais assombrosa (no sentido de espetacular) do mundo: Serra do Rio do Rastro.

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Para minha grata surpresa, o GCFC Dolor da Silva fez o seguinte comentário no grupo: "Fazedor de Chuva, é marcares a data! Bem, se não ficares na minha casa, em Itajaí, de onde partiríamos, por favor, nem venha(m). Será uma grande alegria. Traga o FC Marcelo". Se eu tinha alguma dúvida se iria ou não, elas acabaram nesse momento. Encarei essa viagem como parte de minha preparação para as viagens a Ushuaia e ao Alaska que pretendo fazer.
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No dia 2/6, quando os integrantes do HOG de Brasília saíam de São Paulo com destino a Brasília, eu, Chaul, Magno, Maurício e Rosiran saimos, de moto, com destino à Serra Catarinense. Na saída, tivemos alguns contra-tempos. Um grande atraso e dificuldade em acharmos o caminho para Curitiba.
Neste caso, culpa minha, pois o Magno estava com GPS e confiei mais nas dicas do taxista da porta do hotel...
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Pegamos a Régis Bitencourt e chuva até Registro. Lá, compramos um produto para passar na viseira do capacete e o Maurício, que vinha pegando chuva desde Brasília, comprou uma capa. Depois dessas aquisições, não choveu mais por toda a viagem... Estrada boa, com exceção de um trecho em obras. Não havia muito movimento pelo fato de ser domingo.
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Chegamos em Itajaí, já noite. Houve um mal entendido, uma falha em nossas comunicações (minha e do Dolor), e decidimos não pernoitar na sede internacional dos fazedores de chuva, para onde tínhamos sido convidados pelo GCFC Dolor. Fomos para o hotel IBIS. Lá nos encontramos com o GCFC Osmar, que, juntos, num jantar excelente, em restaurante indicado por ele, traçamos o roteiro para os próximos dois dias (que aliás, já tinha sido sugerido pelo Dolor pelo Facebook): visita à serra do corvo branco, ao morro do sindacta, à vinícula Francionni e a serra do rio do rastro. Mudamos um pouco a ordem para que o Magno fosse conosco ao morro do sindacta, uma vez que ele já decidira, desde Brasília, que não iria até a serra do corvo branco, por conta da estrada de terra.
Jantar de planejamento para os próximos dois dias
Este será nosso roteiro...
E assim fizemos. Pegamos a BR-282, em direção a Urubici. Excelente estrada, com belas curvas, asfalto impecável. Foi como uma amostra grátis do que estaria por vir. Quem vai visitar a serra do rio do rastro, deve passar por essa estrada. Se não tiverem coragem para enfrentar a serra do corvo branco, pelo menos visitem o morro da igreja.

Almoçamos em Urubici, fomos até o morro do sindacta, também chamado morro da igreja, de onde se tem um visual fantástico, inclusive da pedra furada. O dia estava limpo. Simplesmente maravilhoso. (fotos a seguir, com data, by Terezinha)


Fomos, eu, Osmar e sua inseparável Terezinha, Chaul, Maurício e Rosiran em direção à serra do Corvo Branco. Magno foi para São Joaquim, onde nos encontraríamos no final do dia. Pegamos uns 7km de estrada de chão. Porém, compensou, porque o lugar é fantástico. Descemos e subimos a parte de curvas da serra. Voltarei para subi-la desde Grão-Pará...

Estrada de acesso à serra do Corvo Branco
Fazendo o retorno, para subir a serra
Depois fomos para São Joaquim. Estrada também muito bacana. À noite saímos para jantar e o termômetro marcava 5°. No dia seguinte visitamos a vinícula Francionni e nos dirigimos para a Serra do Rio do Rastro. Descemos, subimos e descemos novamente. Espetacular. Voltarei.











Enquanto o Magno e o Maurício ficaram em Florianópolis para fazerem revisão nas motos, eu, Chaul e Rosiran fomos para Balneário Camboriú, onde tivemos a satisfação de almoçar, na casa e na companhia dos nossos queridos anfitriões, que se tornaram nossos amigos, Osmar e sua 'Adelita'.



À noite, por volta das 22h, o grupo se reuniu novamente, com a chegada dos dois que estavam em Floripa, para, no dia seguinte se separarem... Magno, Chaul e Rosiran foram embora direto para Brasília, por conta de compromissos, e eu e o Maurício fomos em direção ao litoral sul de São Paulo. Seguimos via Itanhaém, Santos, atravessamos pela balsa e pernoitamos em Guarujá. 





No dia seguinte, pela não menos espetacular rodovia Rio-Santos, seguimos  até  Ubatuba. De lá subimos a serra do mar até Taubaté. Curvas sinistras... Tem uma que quase não é possível se fazer, pois a inclinação é negativa - tende a lhe jogar no paredão... No mais, o visual é surpreendente.









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Após Taubaté, pegamos a rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, depois rodovia Oswaldo Barbosa Guisardi, SP-050, MG-173, passando por Paraisópolis, Cachoeira de Minas, pegamos a BR-459, Fernão Dias e pernoitamos em Três Corações, terra do Pelé. 



No dia seguinte, fomos direto para Brasília, parando em Patos de Minas para saborear a famosa pamonha do Aguinaldo.



Modéstia a parte, esse roteiro deveria ser obrigatório para qualquer motociclista que deseje viajar por estradas da América do Sul ou do Norte. As rodovias são ótimas e o visual espetacular. Saindo de Brasília: Ribeirão Preto > São Paulo > Registro > Itajaí (ou qualquer cidade do litoral) > Urubici (pela BR-282) > São Joaquim > Serra do Rio do Rastro > Balneário Camboriú > Registro > Itanhaém > Santos > Guarujá > Ubatuba > Taubaté > São Bento do Sapucaí > Paraisópolis > Três Corações (ou qq outra) > Patos de Minas > Paracatú > Brasília.
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Recomendo... Como faltou visitar a sede internacional dos Fazedores de Chuva e subir a Serra do Corvo Branco a partir de Grão-Pará, pensei comigo mesmo: Eu voltarei. Em breve...

Mais fotos:


Na serra do Rio do Rastro.


Na serra do Corvo Branco e Morro do Sindacta


Em Balneário e volta pela Rio-Santos e sul de MG


Na vinícula Francionni


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