domingo, 8 de dezembro de 2013

5. Dois dias em Ushuaia.

Depois de 21 dias de estrada, chegamos, eu, a Guerreira e Deus, em Ushuaia. Viagem fantástica. Tudo como planejado. Tenho apenas dois dias para conhecer a cidade. 22° e 23° dia de viagem. Tive que selecionar algumas atrações devido ao pouco tempo disponível. 

22° dia: Comecei fazendo uma caminhada básica, descendo essa escalera. 


Logo de cara encontrei três praças, uma ao lado da outra, com referência às ilhas Malvinas. 


Algumas imagens da cidade, nesse 1º dia. 


E as placas famosas começaram a aparecer. 

Essa a seguir é tradicional. Obrigatória para todos os turistas que vem até aqui. De moto ou não. 

As paradas de ônibus são pequenas e fechadas dos lados e atrás para proteger os usuários dos fortíssimos ventos que sopram frequentemente. 

Peguei informações no centro de turismo e a moça me deu uma relação com uns dez museus, no mínimo. Visitei dois, deixei uma mensagem num deles. 



Pensei: não vim aqui pra ver museu, como prioridade. Resolvi aproveitar o tempo bom que fazia na cidade e voltei para o hotel para pegar a guerreira e ir para a baía Lapataia. No percurso tirei essas fotos. 

Cidade vista do alto de um local construído exatamente para se ter uma imagem dessas. 

E fui para o parque nacional lapataia. Brasileiros pagam 80 pesos para entrar. 

Não tem asfalto. São 6km até a entrada do parque e depois mais quinze até o final da ruta 3. 

Estrada de terra, mas trafegável. Esse local é o km 3069 da ruta 3, que fiz questão de registrar. Meus familiares e amigos mais chegados saberão o por quê...

E eis o Rio que dá nome ao parque e à baía:

Finalmente chegamos no final da ruta 3. Local mais ao sul do mundo onde se consegue chegar de moto. Foto histórica. A emoção foi grande. Muitos podem fazer, mas poucos o fazem. 


Olha só, no detalhe, onde fui parar. 

O parque, além dessas placas, tem várias trilhas para caminhada e um mirante para se contemplar a paisagem. 


Fiquei no local por cerca de duas horas, meditando sobre esse meu feito. Que considero uma das grandes façanhas da minha vida. 

Alguns amigos meus dizem que não viajam de moto porque não tem tempo. Eu viajo exatamente porque não tenho tempo! Porque não tenho muito tempo. Já sou sex.... E lembrem-se: o seu tempo está acabando.

O caminho até o correio mais austral do mundo fui curtindo a bela estrada. Parando e fotografando. 


Ao chegar lá, a surpresa:

Já se passavam das 19h e o correio estava fechado. Voltei pra cidade e passei por esse sujeito passeando com uns cachorros. Dei uma volta grande, mas consegui tirar essa foto, que considero uma das mais lindas e representativas que tirei na viagem. Na região há muitos cachorros. Inclusive soltos pela cidade. Não incomodam ninguém.

Parei na praça para pegar informações sobre o passeio de barco e chega um sujeito, de carro, e me aborda. Era o motociclista argentino que encontrei na travessia do estreito de Magalhães. Tito é o nome dele. 

Ele passou 42 dias viajando de moto pela Argentina. Contornou todo o país. Subiu pela ruta 40 e voltou pela ruta 3.
Conversamos sobre viagens e caminhamos por uns 30min só para tirar essa foto, também tradicional para quem vem ao fim do mundo. 

23º dia. Fui fazer o que ontem não consegui. Carimbar o passaporte. O que me custou 80 pesos, pois tive que pagar novamente a entrada no parque. Assim que cheguei encontrei os paulistas que encontrara na travessia do estreito de Magalhães. Thiago, Felipe e seu tio Natan. 


Em seguida chegaram mais dois brasileiros em suas GS's. Pimenta e Laranjeira, este, o de roupa laranja. Harleyro mas veio de BM. 

Cheguei no correio mais ao fim do mundo, carimbei o passaporte, marquei território colando o adesivo e fui. 




Fui visitar o glaciar Martin. Custei a chegar lá porque errei o caminho. Quando cheguei o aerossilas estava fechado. Fecha sábado e domingo. Confesso que não entendi. Subir a pé não dava tempo, pois tinha o passeio de barco às 15h e já eram 12h30. 

Outro argentino que estava viajando pelo país, em sua moto. Eles são fascinados pelas belezas da terrinha. 

Voltei pra cidade e almocei num restaurante bem legal. Bandeiras dos países no teto e mensagens dos frequentadores nas paredes. Eu deixei foi meu adesivo em vez de mensagem. 


E fui para o passeio de barco pelo canal do Beagle. Lá, encontrei meus bons amigos, que estão no mesmo hotel que eu. Conversamos bastante no café da manhã e no barco também. Francisco e Daniela. São de São Miguel de Tucumã e estão trabalhando em Rio Grande. Argentinos gente finíssimas. Pensei que eles não existissem...

Mais de uma hora depois e alguns animais, chegamos ao farol. Claro, fui me divertindo no barco. 




E lá estávamos. No farol. Tiramos fotos e voltamos. Foram duas horas e meia de muito vento e frio. Pois fiz questão de ficar do lado de fora. 



De volta à terra firme, mais fotos em suas placas imperdíveis. Uma delas a parte engraçada como os argentinos chamam o lugar. 


Depois de rirmos muito, me despedi do Francisco, que teima que o nome dele é argentino e não brasileiro, e da sua futura esposa Daniela. Foi ela que me mostrou a placa do culo do mundo. 

Ainda deu tempo de visitar o museu do presídio. Sinceramente, não acho a menor graça em museus. 


E tinha prisioneiro que tentava fugir. Não sei pra ir aonde. 


Para finalizar o dia fui abastecer a guerreira, já suja pra caramba e enfrentei uma fila de uns 30min. Não por falta de nafta mas por economia de frentista. Um para atender três bombas. Aí a fila cresce. E só efetivo!!!


Mais fotos no flicker.
Se você deseja saber como foi a viagem, clique aqui para a primeira etapa e aqui para a segunda. Meu planejamento está aqui.

3 comentários:

  1. Ovos fritos... boi voando, aiai vc é comédia!
    Cada dia mais perto de casa. Siga com Deus, bjus!

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  2. hola como esta?espero muy bien,soy gaby la chica de infornacion de ushuaia vi sus fotos y es muy lindo todo lo que visito, lo esperamos de vuelta. chau y suerte

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  3. Olá Gabriela, estou ótimo. Quase chegando em casa. suas informações foram importantes para conhecer a cidade. Obrigado.

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